25 de maio de 2007

Mensagem ao Piolhusko

Ó Tiopadrinho, jogar xadrez a esta hora? Se fosse um subbuteozinho até alinhava...


Bem-vindo!!!!
Faz agora três dias que a humanidade se tornou numa raça melhor. E faz agora três dias que a vida dos teus pais e de todos os que te rodeiam ficaram irreversivelmente marcadas.
Não te minto, Piolhusko, as expectativas são muitas, grandes, imensas mas descansa que irás sempre contar com o amor e a compreensão de quem por ti esperou ansiosamente, quer atinjas as expectativas, quer as defraudes.
O mundo é agora o teu pátio de recreio.
Assim te saúdo, ó Piolhusko!


Estás agora na fase mais bela e poderosa da vida de qualquer ser humano pois a vida, também ela ansiosa, aguarda-te e não te esconde possibilidade alguma. Hoje podes ser tudo, a tua personalidade, ainda por formar, não conhece os limites e as prisões que a experiência e a aprendizagem te irão trazer. Não tens medo de nada (não conheces a dor) e não sabes quais os talentos, defeitos e virtudes que os teus genes têm reservados para ti. Por tudo isto, hoje sonhas o infinito.
Assim te invejo, ó Piolhusko!


Nunca desistas!
Atreve-te a ser e desafia tudo o que se te opuser, porque os limites dos outros não são os teus, porque vinte e três são só vinte e três letras e não um destino ou um caminho único e sobretudo porque tu és mais do que a ciência te consegue dizer. E porque o trabalho compensa o talento - esse grande mito romântico - que é outro nome para a vulgar sorte.



Hum… Tiopadrinho, olha, estava aqui a pensar... Achas mesmo que E=mc2?


E aprende!
No mais trivial evento da vida existe uma lição, um livro escrito que precisa de ser lido. No bom e no mau e no que há no meio, aprende. Não existe nada só mau ou apenas bom ou exactamente no meio, aprende as verdades que existem entre todas as coisas concretas e abstractas que, por temporárias que sejam, são o princípio da compreensão das coisas. Porque ser melhor que os outros é menos bom que ser melhor que ontem.


E acima de tudo, diverte-te!
Não deixes que te pese o fardo do fadismo português. Sorri! Vê para além de todas as tristezas, injustiças e dificuldades que no fundo não são mais que frágeis adiamentos para as alegrias que lhes seguirão. Ri!


Até já, Piolhusko e manda um beijo grande à tua mãe e um abraço apertado ao teu pai.
Assim me despeço, ó Piolhusko.


Ti Toupeira

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