Para quem aqui passar e ainda não nos conhecer há muito, o Necas, meu filho mais velho agora com 7 anos e meio, passou por uma cirurgia craniana aos 9 meses. Dessa cirurgia ficou, entre outras coisas, uma cicatriz em ziguezague de um lado ao outro. E se de um lado ficou quase imperceptível, do outro na altura o organismo rejeitou uns quantos pontos (interiores e que saíram sozinhos), o que fez com que tenha ficado mais larga e visível quando ele corta o cabelo mais curto. Eu sempre vivi bem com isso e ele também, mas o pai e que não! De cada vez que é preciso cortar o cabelo lá vem a ladainha de sempre "muito curto não senão nota-se a cicatriz e faz impressão e podem na escola andar a gozar, sabes como são os miúdos e lalala...", ao que pacientemente (já que as coisas se dizem sempre à frente dele) sempre respondi "faz nada impressão! Temos de aceitar as nossas diferenças é viver bem com elas!"
A semana passada como o pai esteve de férias foi ele ao baieta com o N e, claro, lá veio a ladainha... Mas desta vez nem precisei dizer nada porque quem respondeu foi o N "pai por favor não comeces! Eu gosto da minha cicatriz e também o mais importante é o que está dentro da cabeça e não fora!"
Touchdown!!! :D
Sem comentários:
Enviar um comentário