Desde que o Clyde passa a semana fora que sinto cada vez mais que não consigo chegar a todo o lado que preciso e que não me consigo desdobrar em mais do que já tento e a assistente social já me tinha perguntado varias vezes porque não deixava o Henrique umas horas na creche, só o tempo de ir às compras (que ele de repente não tem grande paciência para percorrer os corredores sem tentar por todas as embalagens que vê no carrinho e eu cá não me importo nada não tenha mais 200 coisas para fazer entretanto porque está quase na hora de os mais velhos virem almoçar e arrumar pijamas e preparar tudo), e já não fica só a por a fruta dentro dos sacos para pesar.... E eu sou daquelas pessoas/mães que gostam de evitar conflitos e situações para as quais ele simplesmente não tem ainda maturidade cerebral para as perceber e aceitar. Antes fazia as coisas ao fim do dia quando o clyde chegava agora vou as compras ao sábado. Ponto.
Ele está também na idade de não saber esperar. E é normal que assim seja! E eu aceito mas quandp preciso mesmo de preparar o almoço ou de ir aspirar porque tem mesmo de ser ou simplesmente mandar os mails que há semanas estao em stand-by, ele precisa mesmo que eu brinque com o leão ou que vá ler os livros com ele. E é normal que assim seja! E eu gosto tanto.... Afinal tenho o privilegio de estar ainda com ele em casa e se há coisa que faço e brincar e ensinar a brincar.
A chegada do Meniere também não ajuda nada... Há dias em que simplesmente não consigo pensar direito tal e o barulho dentro da minha cabeça e dos meus ouvidos.... Além da intolerância a luz e ao barulho. Mas adiante ele até é um miúdo que gosta de ver tv e que até já consegue brincar sozinho por momentos mas nao gosto nada de não estar a ver o que ele faz ou onde esta não va ele estar a subir as escadas do beliche deles como no outro dia, valeu-me o Antônio estar lá também e como ele bem disse "salvei o henrique de não cair"! E é bem alto..!
Pensamos então e 2h algumas manhãs pareceu-me até bom para ele, novos brinquedos, contacto com as outras crianças e o começo de uma adaptação ao francês antes de entrar aos 3 anos o dia "todo". Mas temos sempre de passar pela fase de acaptação e temos sempre de os deixar nos braços de alguém enquanto ele chora a olhar para mim e a chamar por mim.... E isso deixa-me completamente numa luta interior de "mas porque é que o faço passar por isto se estou em casa??? Só porque me da jeito? Isto é ser completamente egoísta!!!!" Faço tudo bem depressa para poder ir buscá-lo e se no primeiro dia ele chorou a meia hora que la esteve e eu pensei que não era altura depois de ler e falar e principalmente pensar e ouvir a minha voz interior, o meu instinto, decidi continuar a tentar e ontem ele brincou imenso e esteve ssmpre sorridente e bem disposto.
Mas hoje tantas lágrimas e aquele olhar e eu venho sempre a pensar que maternidade não rima com egoísmo e que é isso que me sinto... A culpa de precisarmos de tempo para nos e que isso implica que eles tenham de passar também por conflitos interiores!
Não revirem os olhos nem pensem que estou a ser uma exagerada porque já tive a sorte de o ter só para mim, sem culpas, durante 2 anos e que quem dera a tantas mães esse privilégio. Eu sei bem disso... Eu também já tive de deixar um filho com 4 meses na creche, 10h por dia. E o mesmo sentimento de culpa! E embora a adaptação seja aparentemente mais fácil, só o e a curto prazo porque a longo prazo as consequências também estão lá mas isto fica para outro post que tenho que adiantar serviço para ir buscar o meu gordinho!
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